Hoje eu queria escrever um texto em consolação ao meu amigo que perdeu a mae... mas queria fazer isso para todas as pessoas que perderam algum parente muito especial para a depressão/suicídio.
Meus amores, a pessoa que se suicida ela não quer realmente se matar, ela quer extirpar aquela dor, arranca-la de si e não tem a consciência de que isso afetará pessoas ao redor. Somos tao frágeis psicologicamente, somos tao doentes na psique...
Nem todo mundo que tem depressão tenta suicídio, ha vários graus e o último infelizmente, é a morte.
Pessoal, sei que é ''fácil'' falar de morte, falar que somos doentes e blá blá blá, mas queria que soubessem que quando uma pessoa se mata, ela mata um pedaço da familia, amigos, mata a si e a sua familia, e esta precisa sim reforçar seu psicológico, convenhamos que ver alguem morrer não é fácil, ainda mais em certas condições e estágios da vida.
Quero deixar bem claro que, todo suicida não quer se matar, só quer arrancar aquela dor que sente, e que a familia deve-se unir, caso haja o óbito de um familiar com depressão, e que procurem um medico, procurem conversar com um especialista para que as marcas em si não fiquem tao grandes e/ou doloridas.
Minhas condolências a todos que perderam alguem para a depressão.
terça-feira, 29 de julho de 2014
sábado, 26 de julho de 2014
portadores de deficiências
Todos nós temos alguma deficiência, ou física ou psicológica ou os dois. Raramente se acha alguem do qual não contém nenhuma deficiencia . Todos nós somos doentes do psíquico, somos acorrentados a ele desde que nascemos.. as lembranças, as perdas, as ilusões... Pois bem, eu poderia ficar falando desde como nascemos ate na faze idosa, das nossas perdas e traumas, mas não, isso é papo de outro texto.
Muitas vezes temos um pre-conceito do que não conhecemos, do que não estamos habituados a ver,ouvir, sentir, e julgamos muito mal (sempre julgamos, pior dos erros) e nos deixamos levar muitas vezes por medo de conhecer ou pela falta de interesse, ate porque é mais fácil julgar do que conhecer.
Conheço tantas pessoas que são saudáveis, ouvem, enxergam, andam, sente o sol todos os dias com uma facilidade enorme, mas são doentes, não vêem o sol como é, só vêem as coisas ruins, nunca pensam por um todo, e meus caros, esse é o pior tipo de deficiência! Os Burros! Não são burros por falta de inteligencia, nem por falta de conhecimento, são burros por não terem a sabedoria de olhar e ver como são perfeitos em cada átomo, em cada celula de seu corpo, mas estão acorrentados, acorrentados aos traumas, as perdas, estão acorrentados a si mesmo pela eternidade.
Agora conheço pessoas que não podem ver, ouvir, andar, sentir o sol, mas conseguem senti-lo através de boas vibrações, através do esforço, através da força de vontade de ser melhor. Essas pessoas raramente se queixam pelo que tem, sabe por que? Porque desde cedo a vida os ensinou que não se deve reclamar, que devem mostrar suas habilidades e competências e vencer, para que não sejam vistos pela sociedade como um ''fardo''. E é exatamente isso que pensamos quando vemos um deficiente ''Ah coitado, quem irá se casar com ele? Quem irá cuidar dele?''. Eu só esboço uma reação, a da risada!!! Pessoas assim são as mais miseráveis que existe, não vêem que existe pessoas que não são como ela e que fazem a diferença e pior ainda, não vêem que esse deficiente pode muito bem se ajudar e fazer o que tem em mente sozinho, fazer-se independente.
Tive e tenho contato com pessoas portadoras de necessidades especiais. Namorei durante 1 ano e meio com um portador de necessidades especiais, e meus caros, só ouvia ele reclamar da sociedade e das dores de cabeça que tinha, raramente se queixava da sua própria deficiência, que o impossibilitava de andar, sair com mais freqüência (ainda era dependente dos pais), mas hoje não, hoje ele tem emprego, sai com os amigos, vai a faculdade e conquistou certa independência. A cada dia que passa ele conquista mais e mais a sua independência, sabe por que? Porque ao invés de reclamar, ele toma atitudes.
Meu irmão mais novo é portador de necessidades especiais, não anda e não fala, mas todos os dias quando acorda esta com um sorriso enorme em seu rosto, olhando com aqueles olhos brilhantes de criança sapeca. Ai como eu o amo! Minha pequena coisinha, tao frágil, mas tao forte... Ele leva uma vida normal, vai a escolinha, tem amiguinhos, leva bronca quando faz manha, adora desenhos e adora que as pessoas fiquem perto dele. Ele tem um amor divino, um amor que não cabe nele e passa para nós.
É assim que deveríamos ser, alegres, felizes, amigos, companheiros, mas o mundo nos torna diferente e corajoso é aquele que muda sua realidade do sistema e tenta mudar o sistema.
Não sei quem falou isso, mas eu adoro essa frase ''A deficiência está nos olhos de quem ve''
Muitas vezes temos um pre-conceito do que não conhecemos, do que não estamos habituados a ver,ouvir, sentir, e julgamos muito mal (sempre julgamos, pior dos erros) e nos deixamos levar muitas vezes por medo de conhecer ou pela falta de interesse, ate porque é mais fácil julgar do que conhecer.
Conheço tantas pessoas que são saudáveis, ouvem, enxergam, andam, sente o sol todos os dias com uma facilidade enorme, mas são doentes, não vêem o sol como é, só vêem as coisas ruins, nunca pensam por um todo, e meus caros, esse é o pior tipo de deficiência! Os Burros! Não são burros por falta de inteligencia, nem por falta de conhecimento, são burros por não terem a sabedoria de olhar e ver como são perfeitos em cada átomo, em cada celula de seu corpo, mas estão acorrentados, acorrentados aos traumas, as perdas, estão acorrentados a si mesmo pela eternidade.
Agora conheço pessoas que não podem ver, ouvir, andar, sentir o sol, mas conseguem senti-lo através de boas vibrações, através do esforço, através da força de vontade de ser melhor. Essas pessoas raramente se queixam pelo que tem, sabe por que? Porque desde cedo a vida os ensinou que não se deve reclamar, que devem mostrar suas habilidades e competências e vencer, para que não sejam vistos pela sociedade como um ''fardo''. E é exatamente isso que pensamos quando vemos um deficiente ''Ah coitado, quem irá se casar com ele? Quem irá cuidar dele?''. Eu só esboço uma reação, a da risada!!! Pessoas assim são as mais miseráveis que existe, não vêem que existe pessoas que não são como ela e que fazem a diferença e pior ainda, não vêem que esse deficiente pode muito bem se ajudar e fazer o que tem em mente sozinho, fazer-se independente.
Tive e tenho contato com pessoas portadoras de necessidades especiais. Namorei durante 1 ano e meio com um portador de necessidades especiais, e meus caros, só ouvia ele reclamar da sociedade e das dores de cabeça que tinha, raramente se queixava da sua própria deficiência, que o impossibilitava de andar, sair com mais freqüência (ainda era dependente dos pais), mas hoje não, hoje ele tem emprego, sai com os amigos, vai a faculdade e conquistou certa independência. A cada dia que passa ele conquista mais e mais a sua independência, sabe por que? Porque ao invés de reclamar, ele toma atitudes.
Meu irmão mais novo é portador de necessidades especiais, não anda e não fala, mas todos os dias quando acorda esta com um sorriso enorme em seu rosto, olhando com aqueles olhos brilhantes de criança sapeca. Ai como eu o amo! Minha pequena coisinha, tao frágil, mas tao forte... Ele leva uma vida normal, vai a escolinha, tem amiguinhos, leva bronca quando faz manha, adora desenhos e adora que as pessoas fiquem perto dele. Ele tem um amor divino, um amor que não cabe nele e passa para nós.
É assim que deveríamos ser, alegres, felizes, amigos, companheiros, mas o mundo nos torna diferente e corajoso é aquele que muda sua realidade do sistema e tenta mudar o sistema.
Não sei quem falou isso, mas eu adoro essa frase ''A deficiência está nos olhos de quem ve''
quinta-feira, 24 de julho de 2014
cumpleanos
Hoje é meu aniversário, e como mais em um ano de minha vida passarei sozinha... Não fisicamente, mas psicologicamente.
Mais um ano se passou e como sempre a dor voltou, as lembranças, as angustias, as lagrimas e não ha coisa alguma nessa vida que me fará esquecer de tudo que passei, nem de tudo que vivi e muito menos que cure esta dor que sempre sinto ao lembrar do passado.
Será que vai ser assim para sempre? Sempre só e com dores incuráveis no peito? Sempre chorando? Sempre cuidando de todos e ninguém para cuidar de ti? Sempre sorrindo no lugar das lagrimas? Talvez, talvez seja meu destino, talvez eu ainda tenha errado no caminho, ou talvez ainda não tenha errado o suficiente para aprender.
Não sei se é a TPM ou as cicatrizes... mas sei que dói, e dói muito em meu peito, dói como se fosse me dilacerar em um explosão.
Ouço tantos adjetivos... grossa, fria, pura, simpática, amiga, companheira, madura! Não sei se me encaixo neles, pois nem eu sei quem sou, não sei se quero viver, não sei se quero esperar para ver o que virá, não sei o que acontecerá... Talvez eu deva esperar, talvez eu deva tentar entender e continuar aqui, mas são só ''Talvez''
A vontade de voltar ao passado e ser aquela menina de 9 anos que brincava na rua com as amigas, que sujava os pés e a única dor que sentia era ter entrar para dentro de casa ou a dor de joelhos ralados e tampões de dedos arrancados...
Nostalgia não traz nada de volta, nada voltará a ser como antes, nem mesmo eu e meu pobre coração...
Mais um ano se passou e como sempre a dor voltou, as lembranças, as angustias, as lagrimas e não ha coisa alguma nessa vida que me fará esquecer de tudo que passei, nem de tudo que vivi e muito menos que cure esta dor que sempre sinto ao lembrar do passado.
Será que vai ser assim para sempre? Sempre só e com dores incuráveis no peito? Sempre chorando? Sempre cuidando de todos e ninguém para cuidar de ti? Sempre sorrindo no lugar das lagrimas? Talvez, talvez seja meu destino, talvez eu ainda tenha errado no caminho, ou talvez ainda não tenha errado o suficiente para aprender.
Não sei se é a TPM ou as cicatrizes... mas sei que dói, e dói muito em meu peito, dói como se fosse me dilacerar em um explosão.
Ouço tantos adjetivos... grossa, fria, pura, simpática, amiga, companheira, madura! Não sei se me encaixo neles, pois nem eu sei quem sou, não sei se quero viver, não sei se quero esperar para ver o que virá, não sei o que acontecerá... Talvez eu deva esperar, talvez eu deva tentar entender e continuar aqui, mas são só ''Talvez''
A vontade de voltar ao passado e ser aquela menina de 9 anos que brincava na rua com as amigas, que sujava os pés e a única dor que sentia era ter entrar para dentro de casa ou a dor de joelhos ralados e tampões de dedos arrancados...
Nostalgia não traz nada de volta, nada voltará a ser como antes, nem mesmo eu e meu pobre coração...
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